Éramos duas. Hoje, sou muitas. Eu e todos que fazem parte do meu caminho.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PENSANDO UM POUCO....


Olá pessoal!!!

Outro dia, encontrei na rua uma conhecida. Estava bem diferente da pessoa que era quando tive meu primeiro contato com ela. Quando a conheci, era uma mulher bonita. Andava sempre arrumada, com os cabelos bem cuidados. Parecia que eles também acompanhavam a moda e tendências da estação. Suas roupas eram impecáveis, bonitas, alegres, valorizavam seu corpo e escondiam as imperfeições. Não era nenhuma miss Brasil, mas estava em forma e bem cuidada. A via passar por mim algumas vezes e era uma pessoa pela qual sentia admiração.

Certa vez, ela disse que sairia do emprego. O que ganhava não compensava os gastos e ausência em casa. Em pouco tempo, vi aquela mulher se transformar. Quando a encontrava, não estava mais impecável nem bem vestida. Suas roupas pareciam de alguém que havia acabado uma faxina. Seus cabelos, sempre bem cuidados, deram lugar a um coque amarrrado num elástico. Suas formas mantidas na linha foram se perdendo. E quando a revi, nesse dia em particular, a sensação que tive foi de que ela havia sido atropelada por um ônibus.

Amigas, eu senti que ela se perdeu ou, pelo menos, perdeu sua sanidade. Senti solidariedade pela sua condição visível porque me vi nela. Conhecia muito bem aquela sensação, o desânimo. Quando eu estava em casa, rodeada de crianças e com todas as obrigações domésticas, tinha medo de perder meu juízo. Tinham dias que eu não queria levantar da cama. Outros no qual sentia uma enorme vontade de chorar. Minha família me amava, eu tinha uma boa estrutura, mas não era o que eu deseja para mim. Não era o suficiente. E quando fazemos algo que vai contra a nossa natureza, acabamos nos destruindo por dentro. Eu senti isso quando a vi: ela estava se destruindo.

Eu sai de casa para trabalhar. Se é certo ou errado, não importa. Se vou ganhar muito ou pouco, também não vem ao caso. O que importa é que estarei fazendo algo para mim. Algo que me faz bem e melhora meu bem estar. Admiro quem cuida da casa e dos filhos. Sei o quanto é difícil. É mais difícil que sair de casa, cuidar das obrigações domésticas e manter o lar em funcionamento. Cada um se identifica com o que lhe faz feliz. Eu não estava feliz. Nesse momento, pare e olhe para si mesma: o que você está construindo para si? Está fazendo algo que lhe proporcione bem estar? Ajuda na sua sanidade? Faz com que se realizada? Pense nisso porque, se não encontrar nenhuma dessas resposta, está na hora de parar e buscar uma nova alternativa. Nada de se lamentar ou culpar os outros. Busque a sua verdade e vá ser feliz!!!

Beijos e um dia cheio de luz para todos nós!!!

Karina

2 comentários:

Marcia disse...

Otima reflexão...eu sei como e mais fácil sair de casa de qualquer jeito,ou estar em casa de qualquer jeito... agente se acostuma,e a preguiça toma conta...
Eu que queria este ano, começar a usar mais salto,não consigo tirar, agora, o tênis do pé,nem é mais sapatilha...
Acho que esta é uma grande vantagem de trabalhar fora,se vestir melhor,se olhar mais,e se está feliz se reconhecer melhor...
Abraço amiga!! ótima reflexão...
vou agora sentar e pensar a respeito...

Ana Maria ( Jeito de Casa ) disse...

oi Karina

É uma duvida cruel mesmo, cada uma sabe as dores e as delícias de ser mãe,dar conta de tudo...
será que as pessoas me olham assim também??? fica aqui a reflexão...
bjus amiga